Arquivos e Um Desejo

Quando o vazio encontra o completo

Todos os direitos reservados à Daniel Constantini


Faz um ano que trabalho dentro dessas galerias. 

Se não fosse pelas pessoas tão excêntricas e suas manias que habitam os corredores e as prateleiras eu de certa forma morreria de tédio.

A biblioteca municipal da cidade de Amparo fica no interior de São Paulo em um casarão velho, que tem mais porão do que casa. Seu interior é simples como toda biblioteca esquisita municipal, porém, suas entranhas escondem segredos e onde está lotada de bizarrices como estranhas peças de bronze, esculturas exóticas, entre outras coisas bem malucas. É um lugar onde nem todo mundo pode alcançar. Mas eu estou aqui.

Aliás, eu me chamo Júlia. E eu sou aprendiz de arquivista. Aqui dentro dessa biblioteca eu aprendo um pouco de tudo, inclusive magia e muita coisa sobre arquivamento de pergaminhos, livros e documentos.

Ah, não procure entender o que é magia, caso você não tenha conhecimento suficiente. No primeiro ano é assim mesmo, essas coisas a gente só sente, não tenta entender. É assim que a magia funciona.

Sempre fui do tipo isolada, quieta, uma masmorra ambulante. Vivia meu cotidiano nefasto entre escola e casa como se estivesse no escuro. Sempre olhando para o chão. Eu não tinha amigos e muito menos uma vida social fora do meu quarto. Depois de tudo o que me aconteceu, não sinto falta desse meu silêncio, sabe? Era tudo quieto e tranquilo, apesar de melancólico. Mas agora…

A Ana e o Beto são meus pais adotivos, os biológicos morreram num acidente de carro assim que eu nasci. E como ninguém da minha família quis essa responsabilidade, pulei de casa em casa até conseguir encontrar um pouco de carinho com esses dois bobões. Foram os únicos que conseguiram viver em harmonia com o meu cárcere. A Ana sempre tentava me tirar dessa vida bucólica, mas eu sou muito teimosa, eu sei. O Beto já se acostumou, e sempre me mima com livros e jogos de tabuleiros pra jogar em casa comigo. Ele é dos meus. Não gosta muito de sair também. Mas a realidade é que eu gosto de viver ao redor de muito silêncio e ouvindo apenas as batidas do meu coração. Só que percebi que isso andava me fazendo mal. Mas, como resolver um sentimento tão insistente de profundo pesar e desilusão?

Pra minha sorte isso mudou depois que fui morar na biblioteca. Agora tudo é barulhento e cheio de gente estranha e muita coisa maluca com as quais eu tenho de lidar. Me lembro do dia em que me afundei nesse novo mundo. Quando percebi, já estava trabalhando aqui.

Era meu aniversário de 16 anos quando eu decidi me isolar na biblioteca municipal e terminar aquele maldito seminário sobre Dom Casmurro. Entre uma pesquisa e outra, eu me entediei e resolvi explorar aquele mausoléu que era o interior frio da biblioteca. O jeito foi descer as escadas até o subsolo onde ficam guardados aqueles livros de criança. Apesar da parte normal da biblioteca ser apertada, existe um porão onde ficam os livros infantis e as enciclopédias. Isso pode parecer esquisito, mas aqui em Amparo é assim mesmo. Nem me pergunte. Existe uma escada que desce para o porão onde todos os livros e quadrinhos para criança ficam guardados, só esperando alguém se divertir com eles. Eu nunca vi aquele lugar com muita gente, confesso que me dá muito medo. Minha surpresa foi descobrir que lá, naquele subsolos, existe uma passagem secreta para um lugar muito mais esquisito. Mas calma, eu já chego lá.

O porão das crianças, é como eu gosto de chamar, ficava sempre vazio. Como disse, eu sempre tive medo dali, mas anos aprendendo a arte de ficar sozinha, me acostumei com aquele lugar. Aquele lugar era assustador, mas se relacionar com outras pessoas também era. Então entre ficar lá em cima com um monte de gente lendo, eu escolhia ficar naquele lugar. Lá eu estava livre e sozinha.

Me enganei.

Um dia, como um passe de mágica, meus olhos caíram sobre ela: Mariane Castelo. A famosa baronesa da cidade. Dona do Khave Café e de uma beleza que me encantava. Aquela mulher imponente, poderosa e pulsante estava em frente aos tomos gigantes de Os Miseráveis, Dom Quixote e uma biografia surrada de São Lourenço. Anomalias naquele lugar onde repousavam apenas os livros infantis.

Os cabelos escorriam pelos ombros e iam até o meio das costas como um manto. Os fios negros se misturavam com as flores do vestido vermelho que pareciam bailar. E que vestido lindo! O pano chegava a se arrastar pelo chão, não conseguia ver seus pés.

Fiz barulho com a boca, derrubei alguns livros só para ver se ela me notava. Ela me ignorou.

Não sabia se ficava feliz ou com raiva. Contudo, algo naquela presença me provocou uma curiosidade que me corroía. Não conseguia tirar os olhos de suas costas. De repente, eu estava absorta com aquela figura que destoava de todo o lugar. Era como um grande holofote que explodia em toda escuridão que era a minha vida. Sua presença me puxava.

A mulher esticou seu braço e pegou os dois tomos, Dom Quixote e Os Miseráveis, colocando-os ligeiramente fora da prateleira. A biografia de São Lourenço foi empurrada levemente para dentro. Nesse momento, ouvi um rastejar de pedras e a prateleira desapareceu. A mulher se emaranhou na escuridão daquela passagem e sumiu.

Como eu podia ignorar tudo aquilo? Meu espírito de porco estava em conflito com minha aura angelical. E adivinha quem ganhou?

Esgueirei-me naquele buraco e senti o vento gelado do átrio, cheirando a terra e umidade, embrulhar o estômago. Entrei curiosa, crente que ia levar no mínimo uma bronca. Mas nada aconteceu. A mulher continuava seu caminho e eu a seguindo. Pude ver um sorriso em seus lábios quando seu pescoço torceu para o lado.

Mal dei cinco passos e os candelabros nas paredes se acenderam. Lágrimas de cera escorriam por todas as peças.

Ela estava me esperando. Diminuiu os passos, ela sabia que eu estava atrás. Caminhou devagar naquele chão de pedra úmido. Meu coração batia tal como bateria de escola de samba, queria explodir. Então eu ouvi de seus lábios:

— Vamos, não tenha medo. Falta pouco. Garanto que não vai se arrepender. Odair nos espera.

Minhas pernas tremeram. Agora eu tinha certeza de que estava tudo bem seguir aquele holofote, digo, aquela mulher. Respirei fundo e continuei andando, sem questionar. Aquela voz e aquela presença eram muito mais fortes do que qualquer coisa que eu senti na vida. Continuei.

Nos deparamos com uma escada em espiral que se afundava no chão. Descemos até o final quando ficamos diante de uma porta enorme de madeira com o busto de um santo esculpido na porta. Lembrei da biografia de São Lourenço da entrada atrás da gente. Era aquele santo da capa do livro esculpido na porta.

— Eles não consideram São Lourenço um santo, sabia? — disse ela, como uma bruxa lendo meus pensamentos.

Eu gelei. Mas não pude dizer nada.

— Para os arquivistas, ele é o protetor guardião do conhecimento. É mais para um salvador, um herói. Está vendo esse entalhe? — Apontou ela para o batente superior daquela coisa enorme. — “Pronto, eis aqui os tesouros da Igreja!” Nunca esqueça isso, menina. Foram frases dita por Lourenço no século III depois de Cristo, quando foi perseguido pelo imperador Valeriano em Roma e obrigado a entregar os patrimônios acumulados pelo clero. Por Lourenço ser o administrador dos bens da igreja, Valeriano achou que o coagindo, ele entregaria os patrimônios acumulados em Roma. Em alguns dias, Lourenço juntou órfãos, cegos, viúvas, coxos e idosos. Chegou perante Valeriano e os entregou: “Pronto, eis aqui os tesouros da Igreja!”. Interessante, não? Que para São Lourenço os tesouros eram justamente os oprimidos, desajustados e vulneráveis que ele tratava e cuidava. Mas o rei e seu clero asqueroso não via dessa forma. 

O que estava acontecendo? Num minuto eu estava estudando Dom Casmurro na mesa gelada da biblioteca e agora estou ao lado da mulher mais poderosa da cidade enquanto ela me ensina coisas sobre um santo, herói, salvador, ou sei lá o que. O que estava acontecendo comigo? Eu não conseguia falar, não tinha mais o controle do meu corpo. Como lidar com essa situação e com esses sentimentos?

A mulher pegou a aldrava de prata do meio da porta e bateu três vezes. As batidas ecoaram pela galeria de pedra. Os olhos do santo se incendiaram e a porta se abriu.

Quem nos recepcionou foi um cara velho, careca, nariz enorme e veias saltando da testa. Olhos claros e o que restava dos cabelos ao redor da careca eram fios brancos, o grisalho já tinha passado há anos. Estava vestido com uma roupa de um tecido marrom surrado, muito parecido com aqueles padres franciscanos, e usava diversos tipos de cruz no pescoço.

O que eu estou fazendo aqui? Coisa alguma fazia sentido pra mim.

 — Aqui está sua nova ajudante, Odair. Não sei se será tão dedicada quanto a Catarina, mas ela vai tomar jeito.

—  Calma, como assim? — Enfim, consegui falar. Estava aliviada por isso. Mas os dois adultos me ignoraram.

— Está atrasada, baronesa! Entrem logo, vocês estão trazendo vento gelado pra minha casa. — O velho cheio de marra nos empurrou pra dentro.

Ao entrar naquele lugar, meu coração se aqueceu. O ar de dentro estava quente, aconchegante. O cheiro de naftalina, papel e giz impregnava minhas narinas. Parecia que eu estava de volta na biblioteca, só que mais quente, úmida e muito mais empoeirada, tudo ao mesmo tempo. De repente, o velho e a mulher começaram a discutir.

— Quem disse que ela será minha aluna?

— Olha, vamos superar isso Odair, Catarina já está velha para ser sua aprendiz! Você não tem o que fazer!

— Posso negar qualquer pedido seu…

— Seu velho rabugento! Catarina já se formou em seu negócio de arquivista, agora ela está trabalhando pra mim na cafeteria. Aceita que dói menos.

Odair gesticulava sem parar, ele parecia querer arrancar os cabelos

— Ela precisa estudar, não aprender essa porcaria que chamam de magia.

— Ah, velho, cuidado com a língua. Eu disse que a sua próxima ajudante seria melhor e mais forte que Catarina, não disse? Ela está aqui. Vamos, menina, se apresente pra esse velho.

— Hei, calma, do que vocês estão falando? — Eu estava confusa, com medo e querendo vazar daquele lugar e daquela conversa estranha.

— Você queria um sentido pra sua vida, não queria? Ouço seus lamentos todas as noites. E agora eu estou arrumando um novo sentido pra sua vida. Esse lugar será sua segunda morada a partir de agora. Vamos, se apresente!

Senti como se a baronesa estivesse em minha mente todo esse tempo. Não… era como se estivesse dentro do meu coração. A mim, coube apenas responder.

— Júlia Alvares, se-senhor… Mas espera, o que eu tô fazendo aqui? Isso é loucura! — Dei meia volta pra ir embora mas a porta de trás da gente se fechou numa batida que me fez pular de susto.

— Ora, nem começou e já quer ir embora? Que tipo de ajudante é essa, Mariane?

— Achei que não queria uma ajudante…

— Cala a boca…

— Olha, Odair, se vira, tudo bem? Eu não tenho tempo pra isso. Você me pediu uma nova discípula que fosse mais forte e esperta que Catarina e agora ela está aqui, na sua frente. Aproveite.

— Espera, será que podem me explicar? Quem disse que eu vou ser aluna, discípula ou qualquer coisa dessas? Eu não quero.

— Julia, deixa eu te contar uma coisa. — a baronesa se agachou para falar comigo no mesmo nível. — Você não faz parte do mundo normal. Você tem a magia dentro do seu sangue. Eu pude sentir isso todos os dias quando passo na frente da sua casa. E com os poderes a mim atribuídos, acho que você pode mudar sua vida, começando por aqui. Você desejou isso, não foi?

— Que desejo, sua maluca? Eu vou embora!

— Não, eu vou embora. Você, fica! Fui!

Uma explosão em fumaça fez a mulher desaparecer dos meus olhos.

— M-Mas… mas… Mariane! Mariane! Mas ora… essa desgraçada! Só me arruma problemas… — o velho começou a girar em volta de si e a gritar. Por fim, parou e olhou nos meus olhos, suspirou e me deu as costas. — Eu vou fazer um chá de hibisco, criatura. Se quiser entender o que está acontecendo aqui é só se sentar no sofá e esperar. Se não quiser saber nada disso, pode ir embora. A porta está aberta. — ele disse desanimado. — não preciso de mais ninguém…

Ouvi o trinco se abrir, soltei um riso nervoso e olhei o velho pelas costas. Ele parecia triste, cansado. Por um momento eu fiquei com pena. Não sei o que deu em mim, mas eu não queria ir embora. Dei uns passos em direção à porta e minhas mãos pararam na maçaneta. Algo no meu ser me implorava pra ficar. As batidas intensas do meu coração vibravam uma ressonância muito diferente do medo. Era curiosidade. Foi quando percebi que, naquele momento, me foi concebida uma escolha, dois caminhos diferentes. Contudo, a escolha de um daqueles caminhos faria o outro se fechar. Eu visualizei exatamente isso naquele momento. De repente, me senti sufocada, eu estava diante de uma das maiores escolhas da minha vida. E isso foi assustador.

Então eu escolhi.

E por isso faz um ano que estou aqui, no coração da cidade, debaixo da biblioteca municipal da cidade de Amparo. É aqui, nesse lugar repleto de galerias de livros e pergaminhos, que sobrevive uma das maiores ordens mundiais, a ordem dos Arquivistas. Foi isso que eu descobri logo depois.

O velho trouxe-me uma generosa xícara de chá e salgadinhos de carne e queijo. Mais uma vez olhou diretamente nos meus olhos e massageou a barbicha. Suspirou e desembestou a falar.

O que ele me disse naquele dia, e pouca gente sabe, é que esse lugar, no porão da biblioteca, existe uma mansão escondida, repleta de galerias de livros, obras ocultas, pergaminhos importantes manchados pelo tempo e dezenas de documentos escondidos. Usada antigamente pela igreja católica como depósito de peças de bronze e gesso, as galerias hoje são ocupadas por centenas de livros bem curiosos. E para algumas pessoas, ficava a incumbência de proteger aquele lugar. Esses são os Arquivistas da Ordem de São Lourenço. Eles são responsáveis por manter o legado cultural e literário da humanidade. Responsáveis por difundir conhecimento.

Odair Da Penha, o velhote que me acolheu, é um velho devoto de São Lourenço que reivindicou, em 1938, durante o golpe da Era Vargas, as galerias então inutilizadas pela igreja. Ocupou a mansão subterrânea aos vinte anos de idade com a anuidade do prefeito, Raul de Oliveira Fagundes, junto com o bispo de Campinas, Dom Francisco de Campos Barreto, e montou a primeira Tábua Esmeralda da cidade de Amparo, antes dos Arquivistas se desvincularem da Igreja Católica.

Cada uma dessas bibliotecas pelo mundo se chama Tábua Esmeralda. São complexos bibliotecários de registros, documentos e obras literárias administradas por Arquivistas. Os complexos geralmente são utilizados pelas pessoas da Igreja, do Governo ou então por outros religiosos, magistas e ocultistas que sempre buscam nas prateleiras respostas para seus conflitos e missões internas.

Contudo, em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, no mundo todo, a Ordem dos Arquivistas se rebelou contra a igreja por motivos políticos e desvincularam sua ordem do Vaticano. Tratada injustamente como uma seita satânica no Brasil após o desligamento da Igreja Católica, os Arquivistas foram obrigados a pagar impostos por todas as Tábuas Esmeraldas pelo país. E isso causou uma crise financeira na Ordem. Quase se agregaram aos protestantes em 1946, mas no final tiveram uma ideia melhor para que todas as pessoas, não importando sua religião, pudessem aproveitar o legado das bibliotecas.

No Brasil houve uma movimentação para salvar os Arquivistas do desaparecimento. A matriz da Ordem dos Arquivistas na Itália, no intuito de salvar primeiro seus estabelecimentos pelo Brasil, fundou a maior rede de livrarias chamada de “Mente Forte” que fazia a edição de livros antropológicos, históricos, científicos e conclusões de cursos acadêmicos em diversas línguas. Transformando as Tábuas Esmeralda em empresas, os Arquivistas entraram para o grupo dos magistas e ocultistas, estreitando mais ainda os laços entre as partes.

No ano de 1988, após a queda do muro de Berlim, iniciou-se uma expansão da Ordem no mundo todo para a proteção do legado de São Lourenço. A editora “Mente Forte”, nascida no Brasil, se expandiu para mais de setenta países e também se iniciou a construção de centenas de pequenos Hospitais nas regiões mais conturbadas do planeta.

Nos anos 2000, por parte de grupos políticos, se deu início a caça às Tábuas Esmeralda por todo o mundo. No Brasil, após o impeachment da presidenta Dilma em 2016, os guardiões arquivistas foram caçados e processados por crimes que não cometeram. As falsas acusações de sonegação de impostos e pedofilia geraram uma crise intensa nas bibliotecas. Apenas três restaram quando entrou o ano de 2017. As outras foram destruídas ou simplesmente desapareceram.

E eu, Júlia Alvarez, agora estou trabalhando em uma delas.

Ah, sabe a baronesa, aquela bruxa que me trouxe aqui? Como já falei no inicio, seu nome é Mariane Castelo, a dona de uma das cafeterias mais frequentadas aqui da cidade. Descobri que ela é uma magista, a mestra de um templo lá no centro comercial da cidade. Também tem o péssimo hábito de manipular as pessoas. Ela chama isso de entrelaçar os destinos. Mesmo que elas não queiram, ela o faz. E não é que aquela mulher me fez tomar uma decisão importante nessa minha tediosa vida? 

Um desejo secreto e oculto que guardei por todos esses anos: sair do meu cárcere interno. E ela tinha razão, eu desejei isso por anos. Dá próxima vez pedirei dinheiro, claro.

Mas, sabe, acho que dinheiro algum compra tudo que passei nesse ano com essas pessoas na biblioteca.

Eu não sou tão velha quanto Odair e essa ordem milenar, mas seria interessante saber o que acontecerá daqui a dez mil anos. Essas pessoas mudaram minha vida.

Estar em contato com esse universo maluco e inconstante foi o que me libertou dessa jaula que eu mesma criei. Me senti numa música do Raul Seixas, foi como se de repente eu estivesse frente a frente com o velho e sua viola e ele me estendesse a mão pra me comprovar que tudo aquilo que ele disse era real.

E já dizia Raul, para aquele que provar que tou mentindo, eu tiro o meu chapéu.

Por isso quando você ouvir a frase “cuidado com o que deseja”, leve-a muito a sério.

Muito! 

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